O beijo de Omar.

Omar Izar
Quando ele beija a gaita na boca, todo meu corpo dói, como se todas as dores de ser feliz me comessem viva e me sugassem a alma.

Quando ele beija a gaita na boca, desata os nós do meu avesso e todas as aves adormecidas no torpor do cotidiano voam coração afora, sedentas do indescritível sentimento de ser divino e pobremente humano.

Es como el dolor del placer.

Es como se uma faca, um punhal me cortasse em mil pedaços de mim e me jogasse aos cães da noite, ávidos de sentires.

( 6 de novembro de 2001, bar do Omar Izar, Vila Mariana, Sampa)

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